Este é um diário de bastidor que pretende mostrar um resumo semanal das atividades relacionadas à produção literária de um autor independente. Um em especifico: Eu próprio.
Hoje é 22/04/2018. Apesar dessa postagem ter sido iniciada; tecnicamente falando, em 21/04/2018.
Estou trabalhando em um segundo livro da série Rumores. Mas a ideia para este segundo volume da série não surgiu recentemente. Na verdade ela surgiu junto à ideia do primeiro volume: O Leão de Aeris. Isso foi em 03/05/2016 (agradeço ao Elefante Verde por me permitir lembrar detalhes como esse).
Agradeço ao Elefante Verde; sim, o Evernote, por me permitir lembrar detalhes como esse…
Mas foi em 30/08/2016 que comecei a delinear o primeiro esboço mais detalhado deste segundo livro. Então tomarei esta data como a data oficial do inicio deste trabalho.
Deste modo, apesar de eu não ter trabalhado apenas nele durante todo esse tempo, podemos dizer para fins de calculo que esta é a semana de número 85 deste projeto (que é a produção desse segundo livro), uma vez que estamos em 22/04/2018.
Ou seja, já estou a 85 semanas trabalhando na continuação da série Rumores. Eu deveria ter começado esse diário há muito mais tempo — sempre foi a intenção na verdade. Mas, como não adianta chorar o leite derramado — e como eu sequer sei se manterei uma regularidade semanal dentro desta proposta — , irei me ater ao momento presente; sem remorsos e sem culpa.
O que escrevo a seguir, resume-se apenas à uma divagação sobre como foi a semana de numero 85 deste trabalho. Nem mais e nem menos:
Autores independentes possuem uma característica bastante incomum; eles possuem vida dupla, igual a personagens dos quadrinhos e dos cinemas: como o Batman ou como Agentes Secretos. Isso mesmo. Quero dizer, ao mesmo tempo em que os autores independentes possuem um emprego comum durante o dia — um que geralmente paga as suas contas — e no qual são conhecidos por suas atividades comuns, eles realizam trabalhos perigosos e bastante incomuns quando ninguém os está olhando.
Alguns destes autores se lançam em fantásticas e perigosas aventuras, outros lidam com assassinatos e assassinos cruéis, salvam o mundo ou o destroem completamente. Outros preferem construir novos mundos; para depois poder salvá-los ou destruí-los. Alguns retratam a vida real — sim, pasmem, alguns são capazes disso. Enquanto que outros desfiam sonhos e costuram pesadelos travestidos de páginas e páginas de palavras volúveis e sedutoras — se é que isso faz algum sentido para você.
Enfim, você nem imagina o que um autor independente precisa fazer para sentir-se realizado quando deixa momentaneamente a sua vida comum de lado. Claro, o que eles — os Autores Independentes — fazem não é muito diferente do que faz um Autor Não Independente. Talvez a única diferença… Bem, eu nem sei se há realmente alguma diferença. Mas como “Haver Alguma Diferença” é fundamental para tornar este post legal, vou deixar a dúvida pairando no ar. Apenas aceitemos, para fins deste post, que Autores independentes levam uma Vida Dupla cheia de riscos e emoções. Ok?
Mas, por mais glamoroso que pareça ser, levar uma vida dupla é bastante difícil — e trabalhoso. Por tanto, acredite, não é algo para qualquer um.
Veja o meu exemplo: só esta semana eu precisei empunhar uma espada rúnica amaldiçoada e buscar pelo Livro dos Deuses Mortos — foi, inclusive uma busca bastante melancólica, cheia de violência, separação e tristeza. Vi um Rei apaixonar-se por uma princesa do mar, ter um filho com ela e morrer anos mais tarde — fiquei espantado em como as coisas são passageiras mesmo para grandes Reis.
Precisei descobrir qual a melhor tipografia para a capa da terceira edição do primeiro conto da série Rumores— Sim, O Leão de Aeris terá uma terceira edição. Esta nova edição visa me permitir definir um padrão para todas as capas desta série. Por tanto, estou sendo muito meticuloso com minhas escolhas. Lembrei da época em que fazia meu TCC na faculdade — isso já faz alguns anos. Naquela época descobri em como as criticas são importantes para atingirmos algum aperfeiçoamento. Por isso hoje sou muito grato às criticas que recebo — mesmo que eu não concorde com elas em um primeiro momento.
Editei a capa desta nova edição inúmeras e inúmeras vezes, testando tipografias diferentes, com cores diferentes e dispondo-as de formas diferentes. Algo que, acredite, é mais cansativo que lutar contra um bando de piratas invadindo o navio no qual você está navegando rumo a um reino hostil a você.
Precisei repensar qual é o tipo de logo mais apropriado para criar uma marca pessoal — enchi algumas páginas com vários e vários exemplos e testes até quase perder a sanidade — ainda agora estou fazendo isso. Tolkien me serviu de inspiração neste momento, mas mesmo assim não consegui outra coisa senão ficar com ainda mais dúvidas a este respeito. Este é o tipo de coisa que você faz até sangrar e, mesmo assim, não se sente satisfeito no final. O que é bastante compreensivo, pois, no fim, isso é como afiar uma espada com a qual você irá para uma guerra: sua vida depende da qualidade do seu trabalho. Nem mais, nem menos.
Revisei pela enésima vez o segundo livro da série Rumores — que pretendo publicar ainda este ano. O mais correto é dizer que revisei mais alguns capítulos deste segundo livro, sendo que interrompi a revisão no capítulo 9 mais precisamente falando. Mas, como no exemplo anterior, mesmo depois de terminar a revisão dos 22 capítulos, acharei, provavelmente, que tenho de revisar mais. Saber quando parar de revisar e delegar aos amigos a próxima revisão é algo sábio — e difícil de se alcançar. Ainda mais que “difícil de se alcançar”, é algo necessário extremamente necessário nesta fase.
Preciso revisar mais… E mais… E mais…
Já pesquisei algumas ideias de capa para este novo livro — que terá pelo menos cinco vezes o tamanho de O Leão de Aeris, uma vez que em algum lugar no meio do caminho perdi a mão e deixei esse monstrinho crescer mais do que eu previa.
Já tenho — há muito tempo na verdade — uma ideia para o nome deste segundo livro. Mas ainda não estou seguro quanto a isso e portanto, irei esperar um pouco mais antes de trazê-lo a público.
Esta semana também andei com lobos, nadei ao lado de tubarões gigantescos e observei caravanas de camelos cruzarem tempestades de areia em meio ao deserto.
Como pode ver, fiz bastante coisa. E tudo isso nas horas vagas em que me desloco do trabalho para casa. Ou mesmo na calada da noite, quando já estou no conforto de minha confortável caverna.
Trocando em miúdos, um Autor Independente precisa — além de escrever, obviamente — ler bastante e estudar atentamente o que lê. Também precisa reler, reler e reler um pouco mais o que leu — reler é, inclusive, mais importante do que ler muito, pois o que importa não é quantidade de livros pelos quais passou os olhos, e sim o quanto absorveu desses livros.
Precisa revisar o que escreveu, inúmeras e inúmeras vezes — escrever é Revisar e não há muito mais o que dizer sobre isso.
E também, um autor precisa estudar e adquirir conhecimento diverso, pois “Conhecimento Diverso” é o material de construção com que irá construir seu universo literário: nunca pense que você já sabe o suficiente sobre o que quer escrever, sempre — sempre mesmo — há mais para se saber sobre algo.
E, finalmente, o Autor Independente deve saber quando é hora de parar um pouco de aprender, para ter tempo de usar isso na construção de algo novo. Afinal, se você leva uma vida dupla, seu tempo é escasso, e por isso deve saber quando é a hora de fazer o que deve ser feito.
Saiba quando é a hora de fazer o que deve ser feito!
Saudações espíritos errantes. Fazia um tempo que eu não escrevi sobre esse tema tão deliciosamente recheado de mistério e sombras: o folclore. Acho que inspirado por uma certa nostalgia em um dos maiores animes da minha infância; Yu Yu Hakusho, resolvi escrever hoje sobre as Kitsune; um dos meus Yokais favoritos e também da minha filha mais velha, a Diana, que aliás, faz quinze anos hoje, às 23:45. Acho que esse post também é inspirado por ela, que já me disse que tem a raposa ( 🦊 ) como animal guia . Isso me faz lembrar de muitas obras que tem as Kistune como elementos centrais, mas hoje vou mencionar apenas algumas dessas obras, pois minha intenção é fazer um registro detalhado da história e anotomia dessas criaturas misteriosas e encantadoras. 🦊 Introdução: Ecos de Pelos e Magia Em noites de névoa e folhas secas, dizem que raposas dançam nas florestas do Japão — e nem sempre em quatro patas. Elas sussurram lendas ao vento, enganam os desavisados e se apaixonam com a mesma fac...
🌠 Diz a lenda que Kerana, a bela filha de Mangaratu, foi sequestrada por Tau. É irônico pensar que mulher tão bela estivesse fadada a tal destino, pois Tau não era um pretendente qualquer; era um espírito maligno em forma carnal, personificação do próprio mau. Alguns dizem que a deusa da alvorada, Araci lançou uma maldição sobre eles... Outros dizem que foi Angaturipy, o espírito do bem... Seja lá quem estiver dizendo a verdade neste mundo de deidades fofoqueiras, o fato é que os deuses amaldiçoaram aquela desastrosa união, da qual nasceram; não sete crianças, mas sete monstruosidades. — Éder S.P.V. Gonçalves em A Rua dos Anhangás E lá vai Kerana, correndo pela mata, tentando fugir de Tau... Mas não para sempre. Acontece que o "coisa ruim" dos Guarani consegue, após muita persistência, conquistar Kerana e juntos eles dão origem às criaturas mais fabulosas da mitologia das tribos tupi guarani. E dessas criaturas que vamos falar hoje. Olá. Para quem não me acompanha aqui no b...
👹 As pessoas mudam. O tempo passa. A água do mar segue as marés. Até mesmo quando as pessoas partem para o mesmo porto, O mar, a cor e a altura das ondas são diferentes para cada um. Ayakashi, Mononoke e Umibozu. Enquanto houver escuridão na mente humana, eles nunca desaparecerão. Temam suas vozes, que saúdam e convidam vocês! Finalmente resolvi falar sobre um dos meus animes favoritos e que me foi fonte de inspiração para a estética dos protagonistas de um dos meus livros; Edin e Dion ( dois andarilhos do povo Suna Mandí, sobre os quais você pode ler mais nesse post ). O anime trata-se de Mononoke e não, eu não estou falando do filme "Mononoke Princess", embora ele também seja ótimo e eu também goste muito dele e de sua mensagem. Porém, a série mononoke tem uma pegaga mais voltada para o horror psicológico e um pezinho mais próximo da fantasia sombria do que o filme Mononoke Princess. Eu já assisti essa série algumas vezes e estou a revendo agora que ela está disponível ...
A Lendária Excalibur Que eu me lembre, a primeira vez que tomei conhecimento sobre a excalibur foi quando, em minha infância, eu assisti ao filme animado " A Espada era a Lei ". Foi nesse filme que houvi pela primeira vez sobre uma espada mágica, encravada em uma pedra de tal forma que ninguém conseguia tirá-la de lá. No entanto, aquele que conseguisse tal proeza, se tornaria rei. Lembro vagamente do filme, mas lembro do encantamento com a ideia de uma espada mágica e de toda a aventura envolvida naquele enredo. Eu sempre gostei de espadas e embora eu esteja me arriscando ao dizer isso: a Excalibur deve ser a espada mais famosa em todo o mundo. Essa famosa espada mágica pertenceu ao rei Arthur, o lendário soberano da Grã-Bretanha que governou com sabedoria e justiça os cavaleiros da Távola Redonda. A origem do nome Excalibur é incerta, mas pode vir do galês Caledfwlch, que significa "quebra-ferro", ou do latim Caliburnus, que significa "lâmina de aço". A...
📃 Meu contato com "Trevas" Eu tive um sonho que não era em todo um sonho O sol esplêndido extinguira-se, e as estrelas Vagueavam escuras pelo espaço eterno, Sem raios nem roteiro, e a enregelada terra Pendia cega e negra no ar sem lua. — Lord Byron Hoje eu vou destacar não apenas uma frase, mas um dos poemas góticos mais interessantes que eu já li: Trevas, de Lord Byron. Eu tive contato com esse poema em algumas ocasiões ao longo da vida. Da primeira vez eu sequer sabia que os meus próprios textos tinham tanta influência e características da literatura gótica. Eu simplesmente lia os livros que eu mais gostava e por um acaso essas eram obras sombrias ou que tinham em sua composição elementos da cultura gótica: como castelos, mistério, elementos sobrenaturais, etc. Claro, isso não quer dizer que apenas obras góticas me inspiram, mas mesmo em obras que me inspiram e que são de outros gêneros ( como O Senhor dos Anéis, Conan o Bárbaro e O Conde de Monte Cristo ) eu encontro ...
👹 "Imagine viajar a pé por uma trilha que corta uma floresta densa de pinheiros na encosta de uma montanha, sob a luz tênue da lua, em algum recanto remoto do Japão feudal. A trilha, tortuosa e íngreme, serpenteia por entre pinheiros milenares, e o silêncio é quebrado apenas pelo som do vento nas folhagens e pelos passos ritmados dos seus próprios pés sobre as folhas secas e galhos espalhados pelo chão. Ofegante pela subida ingríme, você para um instante para descansar, observando o vapor da própria respiração erguendo-se no ar como um fantasma incorpóreo. De repente, um rugido ensurdecedor ecoa pelas encostas da montanha, seguido de um tremor que sacode o solo e quase arranca o seu coração do peito. À luz da lua, você; viajante solitário ou solitária, contempla com horror a feroz criatura que se aproxima: um Oni, com seus chifres imponentes, olhos incandescentes e um sorriso estampado no rosto tão cruel quanto o aspecto do pesado tacape que traz consigo, brandindo-o como se foss...
👹 Nana, neném, Que a Cuca vem pegar, Papai foi pra roça, Mamãe foi trabalhar. Bicho papão, Sai de cima do telhado, Deixa o bebê Dormir sossegado — antiga cantiga folclórica Quem nunca ouviu essa cantiga de ninar? Mesmo agora eu posso vê-la ali, na escuridão da floresta tropical, mexendo em seu caldeirão de ferro com um pedaço de madeira irregular e medonho. A poção repugnante e de cheiro asqueroso lança vapores fumegantes no ar, que correm pela mata, deixando todas as criaturas ao redor em misto de hipnoze e horror doentio. Ainda assim, me aproximo, para observá-la; a Cuca, a terrível feitiçeira. Tem uma aparência assustadora; seus traços se assemelham aos de uma velha anciã, mas não uma anciã humana. Está mais para uma um misto de mulher velha com um orc ou goblim de pele acinzentada e ligeiramente escamosa, com verrugas protuberantes nos braços. As unhas compridas possuem uma coloração escura e indefinida. Os dedos são compridos e ossudos, dando às suas mãos o aspecto de aranh...
👹 Os yokais são entidades místicas que habitam o folclore japonês, trazendo consigo uma rica tapeçaria de lendas e histórias intrigantes. Essas criaturas, muitas vezes sobrenaturais, têm desempenhado um papel significativo na cultura japonesa ao longo dos séculos. Mas o que são os yokais, afinal? De onde eles vieram e como eles evoluíram ao longo da história do Japão? Neste post, vamos explorar essas questões e conhecer um pouco mais sobre esses seres fascinantes. O que são os yokais? O termo yokai é composto pelos kanjis que significam “demônio, fada e espírito” e “suspeito, aparição, monstro, fantasma e espectro”. Apesar de muitas vezes serem traduzidos como demônios, monstros ou fantasmas, os yokais não são exatamente a mesma coisa que a nossa concepção ocidental dessas entidades. Os yokais são espíritos e entidades que podem ter características animalescas ou aparecer em formas humanas. Alguns yokais podem lembrar objetos inanimados, enquanto outros não possuem uma forma muito bem...
🐯 Esse é mais um Caos Diário, que é quando escrevo para por alguma ordem na minha confusão mental. Então hoje vou apenas divagar e refletir em torno de ideias um pouco esparsas. Nos últimos dias... Não, já se vão semanas em que eu tenho trabalhado muito, dormido pouco e por aí vai a coisa (ou não vai, dependendo do ponto de vista). Tenho muitos planos para esse ano; projetos familiares, meus hobbies e um projeto pessoal. Infelizmente eu comecei esse ano com menos tempo disponível que de costume, devido à carga de trabalho mencionada e também devido a um trabalho (quase filantrópico) ao qual eu me propus por um tempo (e que é em parte responsável pela carga de trabalho extra que está comprometendo minha agenda para os meus projetos pessoais). Felizmente, o meu prazo para encerrar esse trabalho filantrópico está se aproximando e, após concluí-lo, retomo minhas atividades costumeiras (meus livros, podcasts, desenvolvimento de jogos, etc). Pode parecer egoísta eu querer que um trabalho de...
🌠 Em um voo que rasga o véu entre a realidade e a fantasia, o Roque (também escreve-se Roc e Roca) se eleva como uma das mais magníficas criaturas da mitologia árabe. Este pássaro colossal, cuja envergadura ofusca o sol e cuja força desafia a compreensão, é uma das várias figuras presentes nas narrativas de “As Mil e Uma Noites”. Aliás, foi em "As Mil e Uma Noites" que eu descobri que as aves monstruosas que eu já havia visto em desenhos animados na minha infância (como em um episódio específico de Duck Tails) eram associações feitas ao Roque. Antes de ler esse livro, eu não havia atinado para o fato de que essa ave monstruosa tinha um nome e uma lenda de origem e que o tamanho da sua influência na cultura pop era tão grande quanto a própria ave. A primeira vez que me deparei com essa lenda em As Mil e Uma Noites foi nessa passagem: Quando essas coisas se consumarem em você, não mais tornaremos a lhe dar abrigo nem poderá ficar entre nós". Dito isso, saíram, foram até...
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