Katana Zero

Wallpaper do Jogo Katana Zero: mostra o samurai chamado Zero dando um salto com sua Katana

Eu sempre vi nos jogos eletrônicos uma forma super válida de contar histórias e Katana Zero é uma verdadeira joia neste e em vários outros aspectos.

Sua história enigmática e cativante nos faz querer mais. Talvez a minha única crítica ao roteiro desse jogo (se é que se pode chamar isso de crítica) é que ele acaba muito rápido e deixa parte da história em aberto.

Claro que isso pode ser proposital, afinal isso abre espaço para um Katana Zero II ou até mesmo DLC’s de expansão.

Além da história e do bom humor com que ela é contada ao longo das fases, esse jogo é uma obra de arte 2D inteiramente pixelada. É impressionante o esmero que foi empregado nesse jogo.

Outro ponto forte é a trilha sonora (que em poucos meses entrou no meu top 5 de músicas mais ouvidas no meu perfil do Deezer).

Em Katana Zero acompanharemos um samurai (Zero) que perdeu a memória em algum evento traumático de seu passado durante uma guerra (ao menos é o no que ele acredita) e que agora trabalha como assassino de aluguel, recebendo suas missões de seu terapeuta.

Isso mesmo: quem direciona as missões de execução para o protagonista é o terapeuta dele. Mas não fica claro quem exatamente contrata os serviços de execução de Zero e quais são as intenções por trás desses assassinatos. Mas tudo leva a crer que tudo está conectado com o passado de Zero, com a Guerra, com o Governo, talvez até com empresas do ramo bélico e por fim, com o desenvolvimento (e a tentativa de recriar) uma droga experimental chamada de Chronos.

Dossiê de Josh Rose

Dossiê de Josh Rose
Em meio à cenas cinematográficas (em pixel art) que mostram os pesadelos que este personagem tem com o passado, informações obtidas durante as missões e mesmo com a interação com personagens que cruzarão caminho com a lâmina deste trágico guerreio neo-noir, vamos montando a história e desvendando os mistérios em torno do passado enigmático de Zero.

O jogo está disponível para várias plataformas, entre elas o Xbox.

O jogo é até bastante curto e por isso indico para quem não tem muito tempo para campanhas longas no vídeo game.

Mas não trata-se de um jogo fácil. Muito longe disso. Eu levei horas para conseguir passar em algumas fases (sem exagero).

Outro ponto interessante do jogo é que, como vários jogos do gênero, ele permite que você o jogue novamente para conseguir novas armas (conseguindo cartões que dão acesso a um inventário que poderá ser acessado na última fase e no qual espadas com poderes especiais estarão disponíveis para o jogador).

Eu consegui todos os cartões seguindo as dicas que ví em um vídeo no Youtube.

Mas, além disso, há (pelo que eu vi) ainda chefões secretos e outras coisas a mais para serem exploradas no game após o seu término.

Além disso, no mesmo Laboratório em que as espadas especiais podem ser adquiridas quando se está de posse dos cartões de acesso, há também uma porta que leva (provavelmente) para uma fase bonus.

Eu não sei se esta fase bônus já está disponível ou se ela estará quando a DLC de expansão (prometida pela equipe de desenvolvimento) for lançada.

Enfim, eu indico muito esse jogo. Pena que ele não está mais no GamePass. Mas quem sabe ele não volta um dia.

capa do jogo Katana Zero


Capa do jogo Katana Zero

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Éder S.P.V. Gonçalves
Oz, São Paulo, Brazil
Em uma cabana na montanha vive um monstro. A criatura selvagem é um ficcionista perigoso; escreve poema, romance e também conto. Em tom sério (e às vezes também com humor) fala sobre fantasia, mistério e terror. Mil hobbys ele tem; até desenvolvedor de jogos, podcaster e programador. De vez em quando se veste de humano e anda por cidades cinzentas só para saber como é viver em um cenário de horror. Este é um perigoso Ideário, pois é o caderno de anotações de um monstro polimático.