Os Demônios de Ergatan

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Esta obra apresenta cenas de extrema violência.

Sinopse:

Um vulto fugidio se esconde na névoa, vigiando a todos com curiosidade.

Dois assassinos e uma fera estão à solta nas redondezas.

Um lobo em pele de cordeiro uiva mais faminto do que nunca de seu trono enegrecido pela fuligem deixada pelas cinzas de suas vítimas.

Sete ovelhas tremem amedrontadas diante dos demônios que as rodeiam por todos os lados.

Um espectro vingativo e manipulador rege essa orquestra cheia de sombras e perigos.

Esta é a situação na isolada vila pesqueira de Ergatan quando dois andarilhos; pai e filho, chegam a ela com um propósito sombrio: encontrar um perigosíssimo homem procurado por seu povo. Mas pai e filho primeiro terão de lidar com os rastros que este homem perigoso deixou para trás, escondidos na neblina que cobre aquele pequeno pedaço de mundo, envolvendo a tudo e todos em uma cortina fantasmagórica na qual os vultos sombrios dos galhos das árvores se confundem com os fantasmas e demônios reais que se escondem em cada fresta, atrás de cada pedra e nos corações das pessoas...

Lhes dou as boas-vindas à isolada e nada hospitaleira vila pesqueira de Ergatan.

Os Incautos

(Canção popular dos Suna Mandhis)

Atrevem-se os incautos à noite

Atrevem-se ao frio

Atrevem-se às pessoas


Qual demônio não espreita

O incauto desavisado

A fim de lhe lançar, da língua, uma maldição?


Rogam horrores, os demônios

Rogam pragas, às pessoas

Rogam verdades, a quem delas tem pavor


Qual veneno, senão ela, mais ácido ao sangue

De quem em remorso se consome

Até em casca vazia se acabar?


Senão ela, a verdade

Senão ela, da culpa a causa

Senão ela, a sombra que pesa e encurva a alma


Vão-se os vultos, de abutres e sombras

Vão-se os vultos, só miragens ao vento

Vão-se, da mente ao espírito que arde em tormento


Qual incauto a cambalear pelo mundo

Qual incauto, do crime à própria punição

De descanso nada encontrará, ao tombar, o incauto sob o peso que leva no coração


Pois atrevem-se; os incautos, a despeito de um julgamento

Atrevem-se; os incautos, a despeito do próprio fenecimento

Atrevem-se; os incautos, como que nada caísse-lhes do manto do firmamento


Atrevem-se aos incautos, as injurias dos demônios

Atrevem-se aos incautos, os castigos que se lhe apresentam ocultos

Atrevem-se aos incautos, as intempéries do mundo


Atrevem-se

Os incautos

Resguardam-se os previdentes


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Éder S.P.V. Gonçalves
Oz, São Paulo, Brazil
Em uma cabana na montanha vive um monstro. A criatura selvagem é um ficcionista perigoso; escreve poema, romance e também conto. Em tom sério (e às vezes também com humor) fala sobre fantasia, mistério e terror. Mil hobbys ele tem; até desenvolvedor de jogos, podcaster e programador. De vez em quando se veste de humano e anda por cidades cinzentas só para saber como é viver em um cenário de horror. Este é um perigoso Ideário, pois é o caderno de anotações de um monstro polimático.