A escrita vibrante de Robert Ervin Howard em Conan, o Bárbaro

Conan atacando um feitiçeiro

Já faz um tempo que adquire a edição da editora Pipoca e Nanquim das histórias de "Conan, o Bárbaro", mas apenas recentemente terminei a leitura dos três tomos. Para ser mais exato, deve ter duas semanas que concluí a leitura do terceiro tomo, com o conto "Pregos Vermelhos". Ainda não li os extras dessa edição; o que pretendo fazer com calma. 

Pretendo ler todos os três livros novamente, é claro, pois Robert E. Howard tornou-se mais um dos autores que eu adotei como referência e estudo para melhorar minha própria escrita.

O que eu posso dizer sobre a forma como Howard escreve?

Se eu tivesse que resumir a escrita de Howard a uma única palavra, eu escolheria "vibrante", pois seus textos "vibram" com energia e vigor.

Felizmente eu não preciso me limitar a única palavra e com isso posso dizer um pouco mais sobre o que eu acho do estilo literário do criador do Bárbaro mais famoso do mundo geek.

Ele tem um texto vivo e visceral, que rapidamente alterna do terror macabro para perseguições épicas e destas para combates cheios de tensão, alternando também de grandes andanças pelas terras Hiborianas (e às vezes por seus mares) para combates entre exércitos cujas manobras e estratégias são muito bem narradas, nos fazendo sentir que estamos vendo um filme e não apenas lendo um texto.

Em algumas histórias nos deparamos com perigos mais "concretos", como outros povos bárbaros, feras selvagens e lugares inóspitos cheios de desafios. Em outras histórias lidamos com perigos que vão além do plano concreto; com feiticeiros, demônios, e criaturas misteriosas e sinistras que escapam à compressão.

O protagonista foi uma grande sacada de Howard; é impossível não se afeiçoar à personalidade de Conan, um bárbaro que cumpre o papel de herói de moral maleável, ora mais malandro, ora mais eticamente correto que os povos civilizados, cavalheiro em algumas situações, mercenário em outras. Conan é o típico protagonista estoico que sabe o que quer e encara com inteligência os desafios que se lhe apresentam com um inabalável senso de sobrevivência.

Recomendar as histórias de "Conan, o bárbaro" chega a ser desnecessário.

Em outra oportunidade espero poder falar novamente de Howard e de Conan e suas aventuras pela Era Hiboriana.





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Éder S.P.V. Gonçalves
Oz, São Paulo, Brazil
Em uma cabana na montanha vive um monstro. A criatura selvagem é um ficcionista perigoso; escreve poema, romance e também conto. Em tom sério (e às vezes também com humor) fala sobre fantasia, mistério e terror. Mil hobbys ele tem; até desenvolvedor de jogos, podcaster e programador. De vez em quando se veste de humano e anda por cidades cinzentas só para saber como é viver em um cenário de horror. Este é um perigoso Ideário, pois é o caderno de anotações de um monstro polimático.