O povo todo "xerado" é tudo o que eles querem...

Uma folha de maconha sobre um fundo preto
🌴💚🎋
Hoje ainda abordarei a noticia do estadão, sobre os estudantes que estavam fazendo um movimento em prol da legalização da maconha. 

Um povo todo "xerado" é tudo o que eu queria!
Eu tenho a opinião de que a maconha não deva ser legalizada, pois esta seria uma medida paliativa para uma série de problemas crônicos que a população precisa vencer junto às autoridades recorrendo a outros meios.
Vou dizer, de passagem, que há quem defenda que “legalizar a maconha” é uma medida cuja intenção é encontrar um “vicio” menos nocivo para quem quiser se viciar em alguma coisa.
Também há quem defenda que a “legalização da maconha” tiraria a maconha das mãos dos traficantes e isto por sua vez impediria ou ao menos reduziria o acesso a outros vícios mais nocivos – como o craque por exemplo.

Também já ouvi falar de políticos que defenderam explicitamente que a legalização das drogas traria os lucros; que hoje ficam inteiramente com os traficantes, para o governo na forma de impostos. Ou seja, o governo teria mais uma indústria sobre a qual poderia coletar mais impostos.

Há quem diga muitas outras coisas sobre a “legalização da maconha” especificamente; de que a maconha não faz mal, de que a maconha não vicia, de que a maconha é menos nociva que o cigarro e o álcool, etc.

Tenho a opinião pessoal de que a legalização da maconha não é em nada positiva, apesar de conhecer as opiniões acima citadas.
Porém, não me recuso a ouvir a opinião de outras pessoas que queiram apresentar seu parecer sobre o assunto. Afinal, não me julgo senhor de nenhuma verdade.

Neste ponto também peço o bom senso de quem queira me criticar porque minha opinião diverge daqueles que defendem a “legalização da maconha”.

Mesmo aqueles que se dizem “entendidos” no assunto devem concordar comigo que não é porque eu sou contra a legalização de qualquer substancia que seja sabidamente nociva para o ser humano – ou sobre a qual ainda há dúvidas sobre sua nocividade – que eu não sei o suficiente sobre o assunto.

Ainda assim aceito ser criticado. Mas não acusado de ter pouco conhecimento sem que sejam apresentadas as provas de minha ignorância.

Vou defender então, meu ponto de vista sobre este assunto.

Há pesquisadores que já encontraram evidências de que a maconha talvez não seja uma droga maléfica. Um "talvez", no entanto, não é suficiente para legalizar nem mesmo remédios pesquisados com o intuito de combater doenças que há muito são a causa da morte de muitas e muitas pessoas. Quanto mais para legalizar o uso de uma substancia que até então é tida como uma droga nociva.

O problema é que a "maconha" é mau vista pela população! Porque é uma droga! Porque é proibida! Porque está ligada ao tráfico! Etc! – Há muita coisa ruim para associar ao uso desta substância, o que não quer dizer que ela seja pior que o abuso do álcool ou do cigarro. No entanto, não se pode defender a maconha e sua legalização alegando que o álcool e o cigarro são mais nocivos que ela. Ao contrário, deveríamos, neste caso, lutar pela proibição do álcool e do cigarro ou talvez por uma maior rigidez sobre seu consumo antes de querermos pensar em uma politica que legalize o uso da maconha.

Creio que qualquer substância nociva poderia sim ser legalizada, caso houvessem regras para sua produção, comercialização e uso.
Se alguém quer comprar e consumir uma substancia que lhe faça mal, ou que hipoteticamente lhe faça mal ou mesmo alguma que faça bem, então esta pessoa deve ter este direito, desde que ele não vá contra alguma lei ou contra algum principio ético. E principalmente, desde que o usuário desta substância não confunda liberdade com libertinagem e não ache que tem o direito de fumar maconha em locais públicos onde há pessoas que não querem fumar maconha.

E olhe que interessante, esta "merda" já acontece com uma droga que deve ser ainda pior que a maconha - o cigarro.
Assim sendo, antes de falar sobre a legalização de qualquer droga atualmente ilícita, dever-se-ia discutir um assunto mais primordial e urgente, a educação do povo brasileiro. Não falo só da “educação” no que tange ao domínio das diversas áreas do saber (como matemática, português e física, etc) como também no que diz respeito ao senso coletivo, ao respeito ao próximo, ao respeito por valores morais que deveriam guiar a conduta de qualquer cidadão. O irônico é que não se vê aluno de universidade lutando por uma revisão da “educação do povo” ou por uma “nova escola” e se há algum movimento nesta linha, então seu impacto na mídia (se é que a mídia lhe da espaço) não possui a mesma repercussão que a maconha possui.

Isto é um indicador do que o povo prefere discutir – ou talvez não, mas eu “acho” que sim – e o que a mídia prefere mostrar – uma vez que geralmente os veículos de comunicação preferem à audiência em detrimento ao conteúdo – isto também é apenas a minha opinião e ela não se aplica a todos os veículos de comunicação.

Sobre as drogas licitas, eu tenho também um ponto de vista que não caminha para a sua proibição. O que deve virar crime não é o uso “pessoal” de uma substância e sim o como se faz uso dela e de que consequências este uso pode acarretar para as demais pessoas.
As pessoas que fumam cigarro em locais públicos deveriam ser tratadas como criminosos. Mas como a droga é legalizada, os fumantes parecem achar que ela é também inofensiva e agradável a todas as pessoas.

Mais uma vez isto mostra que o importante não é discutir a legalização das drogas e sim a educação do povo – mas esta é apenas minha opinião pessoal.

No que tange ao tráfico, eu não acho que legalizar uma droga é uma solução contra os traficantes, contra o preconceito e menos ainda uma "evolução" da sociedade – como dizem algumas pessoas, que aliás tem todo o direito de dizer isso, tanto quanto eu tenho o direito de dizer que discordo!

Todas as pessoas tem o direito de ingerir veneno, mas em que a ingestão de veneno é uma evolução para a sociedade? Lembrando que por evolução deve-se entender que há uma melhoria de algo em relação ao seu meio, então quem defende que a legalização das drogas é uma evolução para a sociedade então podemos dizer que ingerir veneno também pode ser um habito que melhore a forma da sociedade lidar com seu meio e consigo mesma.

Eu simplesmente não compreendo como e por mais que eu possa parecer um ignorante para quem diz saber como, então peço que me expliquem, pois para mim é um mistério. 

O governo não deveria decidir o que uma pessoa pode ou não "usar". Ainda mais se este governo se diz “democrático”.

O que cabe ao governo é punir aqueles que cometem um crime!

Você não pode ser tratado como criminoso porque bebe ou porque usa uma droga alucinógena ou uma droga que seja cancerígena aos seus pulmões.

Mas as pessoas que bebem e depois vão dirigir, que roubam para conseguir dinheiro para comprar drogas ou que fumam em locais públicos deveriam ser tratadas como criminosos e deveriam ser punidos rigorosamente.

Não tratar um usuário de droga como criminoso e sim como um doente já é uma realidade! Neste caso não há o que "descriminalizar"!

Repito! Usuário de Droga não é tratado como criminoso e sim como doente! E isso não significa que eles sejam bem tratados e menos ainda que mereçam receber um tratamento melhor que as pessoas que adoecem sem terem procurado adoecer. Até mesmo estas pessoas, que não “procuram” por uma doença não são bem tratadas neste país (com exceção de quem tem como pagar ótimos convênios ou até mesmo médicos particulares e de renome). Porque então usuários de drogas deveriam ser vistos com mais humanidade?

Aliás, quanto a questão de legalizar as drogas, para quem não acompanha o mundo real, o que falta em nosso país não é descriminalizar sim criminalizar! Criminalizar e punir!

Uma vez que o usuário de drogas já não é um criminoso falta saber que bem traria legalizar a comercialização das drogas - incluindo a maconha... Teríamos agora uma indústria da maconha? Uma indústria do Craque também faria bem para aumentar o PIB do país? E traficante agora estaria dentro do CLT e teria direito a aposentadoria?

Enfim, sou a favor de que cada um tenha todo o direito de ingerir o que quiser. (só para que fique claro, não sou contra, inclusive, ao suicídio! Afinal, cada um faz o que quiser de sua própria vida desde que isso não interfira na dos próximos).

Esta foi minha opinião pessoal! Baseada no que li, vivi e sobre o pouco que sei sobre o povo brasileiro.

Agora falo em nome do bom senso!

Não há nada para "descriminalizar" no que concerne a maconha - usuário de drogas não é criminoso, é doente! (e eu sinto tanta pena deles como sinto de alcoólatras - a maioria dos médicos da rede publica vai concordar comigo).

O uso de drogas pela sociedade é um problema de saúde publica, porém legalizar o uso de qualquer droga não vai, necessariamente diminuir o numero de usuários. Pode-se pensar desta forma ao observar o numero de fumantes e consumidores de bebida alcoólica. Sendo assim, apesar de eu não ser contra alguém ingerir uma substancia que lhe faça mal, devo perguntar: não é contraditório dizer que o uso de substancias viciantes e nocivas é um problema de saúde pública mas mesmo assim a maconha deve ser legalizada?

Legalizar o comercio da maconha faria bem para a saúde publica?

Legalizar o comercio da maconha enriqueceria o país?

Legalizar o comercia da maconha melhoraria o ensino publico brasileiro?

Legalizar o comercio da maconha ajudaria no combate ao tráfico ilegal de drogas?

Legalizar a maconha faria os brasileiros entenderem que estão tratando a "maconha" e os "maconheiros" com preconceito porque elas sabem pouco sobre a "maconha" e sobre os "maconheiros"?

Legalizar o comercio da maconha resolveria algum assunto ligado à saúde, educação, politica, segurança?

Tudo o que falei até agora foi nada, porque só fiz uma afirmação e algumas perguntas. E espero respostas para as perguntas (caso alguém saiba dá-las).

Agora vamos a síntese do funcionamento de um estado (entenda-se país, império, republica ou o que quer que seja):

Se a legalização do comercio da maconha não for imperativo para resolver problemas graves no estado ou para melhorar muito a vida do seu povo, então sua prioridade cai drasticamente. É por isso que são poucas as promessas em campanhas eleitorais que estejam ligadas, por exemplo, ao ministério da cultura; o povo quer e precisa que assuntos emergências sejam tratados primeiro. Só então a cultura e a maconha ganham alguma importância nos assuntos dos regentes.

Não é discurso de hierarquia de temas dizer que os estudantes da USP deveriam estar abordando outros temas, é matemática. Mudar a politica de um país, melhorar sua educação, melhorar sua saúde, melhorar sua segurança, melhorar seus centros de pesquisa, investir em cultura e entretenimento e legalizar o uso da maconha não são assuntos que dependem do mover de uma varinha de condão! Dependem de pessoas, de recursos materiais, de ferramentas, etc.
Se eu emprego um corpo de políticos para pensarem sobre leis e sobre os recursos necessários para fazer valer estas leis, então quero que o esforço destes seja empregado em assuntos mais prioritários para a nação em detrimento dos menos necessários.
Da mesma forma, eu gostaria (e aqui volto para a esfera da opinião pessoal) de ver o povo debater e protestar sobre assuntos de maior relevância.

Por isso não digo que sou contra as pessoas que desejam consumir substancias nocivas a sua própria saúde. Porém sou contra legalizar o uso de drogas sem que antes se discuta penas mais severas para os crimes que tenham origem no uso de substancias nocivas – como álcool ao volante, cigarro em locais públicos e porque não dizer maconha ao volante e em locais públicos.

Além de penas mais rigorosas é preciso, antes de legalizar qualquer coisa que possa ser nociva, melhorar a educação das pessoas em todos os sentidos, para que qualquer individuo tenha total condições de saber ao que estará se sujeitando ao tornar-se um usuário de substancias que lhe façam mal.

Se me perguntarem se acho válido debater o assunto das drogas, irei prontamente responder que é valido debater qualquer assunto.
Porém em minha lista; educação, corrupção politica e também do povo, saúde publica, entre outros, aparecem antes do assunto “legalização da maconha”.

Não que eu ache que o assunto “legalização da maconha” não seja importante. Afinal, se fosse assim eu não estaria expondo minha opinião publicamente.

Mas eu tenho para mim que hoje há causas mais importantes pelas quais lutar. Ao menos esta é minha opinião pessoal.

PS.: Olha, se você pudesse falar com o "Você" do futuro, você gostaria de saber se a sua opinião mudou depois de 10 ou 11 anos? Você está com sorte, pois eu sou "Você" no futuro. E lamento dizer que sua opinião mudou (e bastante). Mas calma! Não surte! Você ainda acredita que existem outras prioridades e que esse assunto não vai necessariamente incorrer em grandes mudanças... Mas também não tem problema que as pessoas se debruçem sobre isso. Desde que não esqueçam outras pautas. Além disso, escrever um post onde você defende com tanta veemência a sua posição contra isso só mostra como o assunto é de certa forma relevante (nem que seja no sentido de provocar o seu "ranço" sobre a questão de dependência química). Ora, nós dois ("você" aí no passado e eu "eu" aqui no futuro) o motivo de desprezarmos tanto a questão do uso de substâncias... Mas acredite, você vai ver com mais clareza que o problema é a negligência em relação aos problemas mentais. Apesar de tudo, você vai continuar sendo bastante duro com o seu pai... Nosso pai... Enfim, acho que entendemos! Mas você também vai entendê-lo um pouco melhor... Enfim: a maioria das pessoas não é totalmente boa ou totalmente ruim e isso se aplica a ele também. E, pense só sobre uma coisa: se o alcool fosse proibído, seu pai poderia ter se envolvido com criminosos ao invés de combrar sua cachaça na padaria e, quem sabe o quão pior poderia ter sido nossa história! Me desculpe, eu sei que o assunto é tenso, mas olhando daqui eu não consigo deixar de rir de mim mesmo... 😏 Ainda assim, em sua defesa... Bom, nossa defesa... Há pontos interessantes nesta reflexão e que ainda possuem seu valor.

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Éder S.P.V. Gonçalves
Osasco, SP, Brazil
É um ficcionista trevoso; escreve poema, romance e também conto. Mescla tom sério com humor ao falar sobre fantasia, mistério e terror. Mantém um blog onde posta textos por vezes sombrios e temperados com ácido humor.

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