Um Portal para a China em Cotia!!!

Portal de entrada para o pátio do Templo Zulai
Meu irmão em frente ao portal de entrada para o pátio do Templo Zulai

O Templo Zulai é um dos templos do monastério Fo Guang Shan. Há vários destes templos espalhados pelo mundo. Este fica localizado no KM 28 da rodovia Raposo Tavares sentido interior. (Na verdade fica em uma estrada chamada Fernando Nobre, cujo acesso esta no km 28 da Raposo).

Estátuas de vários budas no caminho que leva para a entrada do pátio central

Bom! Acredito (posso estar engando) que há muitas pessoas que não sabem que existe um templo Budista (com monges que falam mandarim e tudo!!! Olha só que legal!!!) no estado de São Paulo. Para estas pessoas eu digo: pasmem; há até mais de um templo. O que cito neste post já foi visitado até pelo Dalai Lama (Ah! Se você também me disser que não sabe quem é Dalai Lama eu vou dizer !@#$%¨&*).

E é justamente para estas pessoas que eu quero falar. (as que ignoram a presença dos monges de cabeça raspada vestidos de amarelo e laranja – ou as que acham que estou falando dos “Monges do Ar”, tudo é possível!)

O objetivo é aguçar a curiosidade acerca de uma cultura que tem muitos aspectos legais e com a qual podemos ter um contato direto sem ter que nos deslocar geograficamente até a China, Índia ou Tibet.

Vocês devem estar se perguntando (ou talvez não, mas não importa) “O que fazem as pessoas no templo Zu Lai?”

Ora, elas fazem basicamente o que se faz em qualquer templo; oram, fazem cerimônias, estudam sua religião, arrecadam dinheiro (ou o nome mais apropriado à religião em questão) das formas mais variadas, etc. Mas o mais legal é que no templo Zu Lai eles também bebem chá.

Estátua do fundador do templo

Pode parecer bobagem, mas a “Cerimônia do Chá” e o “Chá Verde” são duas coisas que abordarei no futuro, por possuírem uma importância tremenda e insuspeita para quem olhar para o assunto com “olhos ocidentais”. Não me refiro ao aspecto místico dos Chás e suas cerimônias, mas sim do aspecto pratico do Chá Verde e suas variantes, bem como sobre seus benefícios (a cerimônia do Chá é muito abordada na obra de Eiji Yoshikawa “Musashi”, na qual vocês podem viajar pelo Japão feudal – mas isto é uma outra história).


Apesar das atividades do templo não serem muito diferentes das de qualquer templo, vale detalhar um pouco mais as atividades desta “filial” do monastério Fo Guang Shan.

Além da pratica budista, o templo Zu Lai ministra cursos de meditação, artes marciais, entre outros. (Não vou falar muito sobre os outros cursos porque nunca me interessei muito neles, mas para quem quiser saber mais basta acessar o portal do templo na internet – O que? Só porque os monges são monges você achou que eles não conheciam a Internet?!!! KKKKKKKKK)

Eu sempre quis aprender meditação! Praticar meditação! E para dizer a verdade eu já até pratiquei! Mas me faltou disciplina para continuar com a pratica. Ao menos aprendi muito sobre o que significa meditar. O mais importante é que meditação não possui nada de místico!

Para quem acha que meditação é bobagem, eu deixo aqui uma lista de links para matérias que mostram quais são os benefícios detectados por pesquisadores do assunto e estes pesquisadores são cientistas de jaleco branco e não hippies de cabelo emaranhado (se você acha que é bobagem, provavelmente as matérias não vão mudar sua opinião, mas nunca se sabe):
Existem inúmeras outras matérias sobre o assunto “meditação” no site Diário da Saúde, para quem quiser saber um pouco mais sobre o aspecto cientifico desta milenar arte (que aliás, não é exclusiva da China como tantos pensam e nem mesmo nasceu na China – várias culturas possuem sua “versão” do ato de “meditar”).

Para quem sempre quis treinar artes marciais com um monge ancião e tudo o mais, para então dominar seu “Ki” a ponto de soltar um “Kame Rame Rá’s” certamente que o templo Zu Lai não é o lugar certo (quem sabe uma ilhazinha no meio do oceano no qual vive um velho tarado carregando um casco de tartaruga nas costas??? KKKKK).

Mas o Templo Zu Lai realmente leva o Kung Fu a sério. Há os cursos de Kung Fu por aí para pobres mortais que querem apenas praticar o Wushu dentro de suas realidades ocidentais (o que quero dizer é que poucos cursos de Kung Fu exigem que o aluno treine em regime de internato – afinal, aqui não é a China!!!). Mas há um curso... Um curso...

Bom! O que falar deste curso!

É praticamente uma faculdade de Kung Fu! E é para poucos.

Estátua de um buda zangado

Apenas para dar uma ideia do rigor deste curso, saibam que o curso dura cinco anos e bem... Você não vai soltar “Kame Rame Rá’s” nem  “Raduken’s” após este período, mas saberá alguma coisa (seja lá o que for) útil sobre Kung Fu (e há várias coisas úteis sobre Kung Fu para se aprender – Dúvida? Então inscreva-se e vá já treinar durante longos cinco anos! Depois volte e me desminta! KKKKKKK).

Além dos cursos, o Templo possui uma loja de lembranças, uma cafeteria, um museu, em um refeitório onde, uma vez, minha esposa e eu saboreamos um delicioso almoço vegetariano (é mentira pessoal, nós achamos horrível!!! Nunca antes a Lilian e eu havíamos dado tanta importância a presença da melancia à mesa – ela salvou nossas vidas. KKKKKK).

Neste domingo meu irmão e eu não arriscamos nenhum almoço vegetariano (que aliás, não ocorre sempre) no templo. Eu apenas bebi um chá (que não identifiquei qual era – mas era bom).

Há também os festivais do Templo Zu Lai. Nunca estive presente em nenhum deles. Mas pretendo assistir a dança do Dragão quando ocorrer a próxima (e esta coincidir com minha agenda – vida de peão é !@#$%¨&*). Pelas fotos que vi no portal do templo (como isso ficou vago “portal do templo” – pessoal é portal do verbo URL e não portal da cidade proibida, OK? KKK), parece ser um verdadeiro espetáculo chinês (se é que isto explica alguma coisa).

Bom, por era é só.

Em breve falarei sobre outro assunto levantando no post sobre a INCURSÃO ao reino de Buda neste último Domingo (18/03/2012); meu irmão estava a procura de referências arquitetônicas para construir seu “Palácio da Memória”.

O QUE SERÁ UM “PALÁCIO DA MEMÓRIA”?

Você saberá em breve, no próximo post!

Eu fazendo um "V" de vitória para a câmera no jardim do Templo Zulai


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Éder S.P.V. Gonçalves
Oz, São Paulo, Brazil
Em uma cabana na montanha vive um monstro. A criatura selvagem é um ficcionista perigoso; escreve poema, romance e também conto. Em tom sério (e às vezes também com humor) fala sobre fantasia, mistério e terror. Mil hobbys ele tem; até desenvolvedor de jogos, podcaster e programador. De vez em quando se veste de humano e anda por cidades cinzentas só para saber como é viver em um cenário de horror. Este é um perigoso Ideário, pois é o caderno de anotações de um monstro polimático.