Crônicas de um Autor Independente: ouvindo músicas do Yu Yu Hakusho

Esboço que fiz para o Caos Diário de hoje

Agora são 18:40.

Acabo de promover uma postagem no Instagram com um link para a próxima campanha promocional dos meus ebooks na Amazon.

Espere um instante, vou trocar a trilha sonora para outra mais condizente com meu humor (agora está tocando a trilha do game The Medium por Akira Yamaoka, e está não é frequência que eu estou buscando).

Acho que vou de músicas do Yu Yu Hakusho (cujos mp3 tenho salvos no meu celular).

Onde eu estava?

Ah, sim, na promoção dos meus ebooks.

Particularmente não creio que ter baixado os preços deles na semana do consumidor da Amazon vá fazer muita diferença na divulgação: ao menos é o que a minha experiência diz. Mas, deixá-los gratuitos no dia 15 de março (próxima terça se não me falha a memória) fará, tenho certeza. Isto porque mesmo não ganhando nada com as vendas dos ebooks gratuitos, eles sobem no ranking de mais vendidos e aparecem para mais pessoas na loja (pelo menos é o que a Amazon diz).

Ainda assim sinto que preciso pensar em outras formas de divulgação. Talvez fazer parcerias. Eu bem sei disso.

Mas é difícil parar para pensar nisso e por em prática. Mas eu também já sei disso muito bem.

A verdade é que preciso buscar algumas mudanças.

Mas vou me debruçar sobre esta questão uma outra hora.

Neste início de ano eu tenho refletido sobre meus próximos projetos literários (digo literários, porque além deles tenho projetos em andamento neste momento: o desenvolvimento do game Space Punkers e um projeto pessoal sobre o qual escreverei em outra oportunidade).

Bom, minha decisão foi que tanto quanto escrever mais e qual obra escrever em seguida, o  mais importante será escolher a consistência com a qual pretendo escrever esse ano.

A consistência é importante, pois para mantê-la preciso ficar focado e planejar um começo, meio e fim para meus projetos.

Pelas minhas contas, se eu escrever 1000 palavras por dia, terei em 1 ano algo próximo a três livros de 300 páginas (no formato A5). Claro que, isto não vai acontecer dessa forma: o mundo é torto e o percorremos de forma irregular. Posso dar como prova e exemplo que desde que eu define esta meta, já tive inúmeros contratempos que me impediram de dar cabo da tarefa: desde a extração de três dentes do siso — microcirurgia complicada devido ao tamanho dos meus dentes —, Covid (todo mundo em casa pegou a variante ômega) entre outras questões de saúde, entre outros compromissos da vida quotidiana.

Ainda tenho um último dente do siso para extrair e os compromissos da vida não darão trégua (eles nunca dão).

Não obstante, nem tudo é lamúria. Vou deixar meu lado chorão de canto agora para relatar os progressos que a simples definição de uma meta permitiu.

Já escrevi um bocado dos capítulos iniciais de Rei Ladrão e Lâmina Randômica e, sendo sincero, só não escrevi mais porque no meio do caminho precisei parar para amadurecer um pouco mais a ideia do projeto. E este tempo para amadurecimento valeu a pena: não só a história está mais legal, como as ideias estão fluindo melhor. Claro que isto quer dizer que vou precisar reescrever algumas coisas que eu já tinha prontas quando concebi a ideia desse personagem, mas isso faz parte: são os ossos desse ofício.

Além de Rei Ladrão & Lâmina Randômica, eu sei que preciso dar atenção a outras duas histórias esse ano: A Perigosa Confraria do Dragão Caolho e A Terrível Sina de Vau'Rórni.

A primeira dessas histórias é importante por vários motivos: o primeiro é que será minha primeira experiência com uma protagonista feminina e estou preocupado de não me mostrar à altura do desafio. O segundo é que esta história irá introduzir dois elementos importantes para uma saga na qual trabalharei em algum momento do futuro próximo: o personagem que se tornará o Jaguar Escarlate e Safira; um membro de um dos principais séquitos de Araór Végus: a terrível Estrela Negra.

A outra história, cujo titulo A Terrível Sina de Vau'Rórni ainda não é definitivo, é importante por que dá continuidade aos eventos de Os Demônios de Ergatan, apresenta o Argamandel Fantasma e prepara o terreno para as histórias que introduzem a saga na qual trabalho desde muito jovem: O Homem Sem Memória.

O trabalho é grande. Minha esperança é conseguir melhorar o roteiro, tornando-o algo possível de ser executado. E talvez eu só consiga isso mudando a forma como eu estruturo minhas histórias.

Mas vou escrever sobre isso em outra oportunidade.

Agora são 19:42 e encerro por aqui este meu Caos Diário: minha terapia escrita para colocar um pouco de ordem na bagunça da minha mente.

PS.: Esqueci de mencionar que li um post no Instagram que explica que o famoso bloqueio de escrita acontece principalmente quando nosso cérebro está lidando com questões primárias mais importantes do que a escrita: por exemplo comida. Em resumo, não é uma boa ideia tentar escrever antes de matar a fome e outras necessidades básicas primeiro. E por falar nisso, estou morrendo de fome, o que faz pensar que é uma boa ideia comer alguma coisa antes de pegar o fretado (que é quando mais escrevo).

Comentários

Populares

Personagens femininas, uma lista

Poema O Ogro Montês

Os Demônios de Ergatan: Uma verdade além da névoa da fantasia

Minha foto
Éder S.P.V. Gonçalves
Oz, São Paulo, Brazil
Em uma cabana na montanha vive um monstro. A criatura selvagem é um ficcionista perigoso; escreve poema, romance e também conto. Em tom sério (e às vezes também com humor) fala sobre fantasia, mistério e terror. Mil hobbys ele tem; até desenvolvedor de jogos, podcaster e programador. De vez em quando se veste de humano e anda por cidades cinzentas só para saber como é viver em um cenário de horror. Este é um perigoso Ideário, pois é o caderno de anotações de um monstro polimático.