O Cavaleiro dos Sete Reinos Ep. 5: Baelor, Dunk e o Sangue em Ashford

Uma cena dramática e sombria após o Desafio dos Sete no prado de Ashford. No centro, o elmo de Baelor Quebra-Lanças jaz no chão (um elmo negro cujo acabamento lembra as escamas de um dragão), amassado e manchado de sangue, com uma rachadura profunda no topo. Ao fundo, a silhueta alta e exausta de Ser Duncan, o Alto (um guerreiro alto, jovem, de cabelos dourados, rosto austero e nobre, sujo de sangue e terra da batalha), segurando com uma mão um escudo quebrado pintado com uma árvore e uma estrela cadente. Com a outra mão ele segura uma espada suja de sangue e lama. A iluminação é de um pôr do sol cinzento e melancólico, com névoa subindo do campo de batalha. Estilo: Realismo sujo com traços de pintura a óleo de Frank Frazetta e o detalhismo visceral de Hiroaki Samura. Atmosfera opressiva, paleta de cores em tons de aço, carmesim escuro e terra. High resolution, cinematic lighting.

O Escudo Quebrado e a Sombra do Dragão: Reflexões sobre Ashford

Após alguns dias de repouso forçado — cortesia de uma pequena cirurgia que me deixou "de molho" —, finalmente consegui ver e processar os episódios 4 e 5 de O Cavaleiro dos Sete Reinos. E que sequência avassaladora. Se o início da série parecia um conto de fadas rústico, o desfecho no prado de Ashford nos lembrou de que, em Westeros, o custo da honra é pago em sangue e dentes quebrados.

O Humor Ácido e a "Loucura de Sangue"

No quarto episódio, fomos brindados com uma pérola de Daeron, o bêbado. Ao comentar sobre o sadismo do irmão, Aerion — aquele sujeito intragável que tentou quebrar os dedos da marionetista —, Daeron solta uma piada que é puro suco de realismo Martiniano: Se Aerion fosse um Fossoway (cujo emblema é uma maçã), ele acharia que é uma maçã e todos estaríamos bem, pois ele seria inofensivo. Mas, como ele é um Targaryen, ele acredita piamente que é um dragão reencarnado.

É um alívio cômico, sim, mas carrega o peso trágico da linhagem Targaryen. É o "sistema de erro" genético de uma família que governa pelo medo de uma chama que já nem possuem mais.

O Choque de Baelor: A Exceção que Confirma a Regra

O quinto episódio me deixou genuinamente chocado. A morte de Baelor Quebra-Lanças dói de um jeito diferente. Em um mundo onde os Targaryen são vistos como invasores tiranos e degenerados (como bem pontuou o escudeiro no episódio anterior), Baelor era a exceção. Ele era justo, capaz e humano. Sua morte não foi apenas uma baixa em combate; foi a morte da esperança de um reinado melhor. Ver o elmo ser retirado e o que restava por baixo (ou o que não restava)... é a fantasia sombria mostrando sua face mais cruel.

Dunk: Sobrevivência ou Destino?

Fiquei impressionado com o castigo físico que Dunk recebeu. Durante a justa e o combate final, houve momentos em que pensei: "Ninguém sobrevive a isso". Mesmo sabendo que ele vive muito nos livros, o caminhar das cenas passava uma agonia real. Dunk apanhou como poucos, e embora tenha dado uma sova satisfatória em Aerion (que, para o meu gosto, apanhou pouco perto do que merecia), fica a dúvida: ele sobreviveu por puro vigor físico ou há uma "sombra de destino" o empurrando?

Às vezes, o aço de um cavaleiro que veio da lama parece mais resistente do que o sangue de um príncipe que se acha um deus dragão.


O Desafio dos Sete: O Livro de Baixas

Para os amantes de detalhes e estatísticas de batalha, o Desafio dos Sete foi uma carnificina técnica. Aqui está o saldo final do embate:

Lado de Dunk (Os Defensores)Lado de Aerion (Os Acusadores)Resultado
Ser Duncan, o AltoPríncipe Aerion TargaryenDunk venceu (Aerion retirou a queixa).
Príncipe Baelor TargaryenPríncipe Maekar TargaryenBaelor faleceu após o combate.
Ser Lyonel BaratheonSer Steffon FossowayLyonel (A Tempestade Risonha) sobreviveu.
Ser Humfrey HardyngSer Willem WyldeHumfrey faleceu devido aos ferimentos.
Ser Humfrey BeesburySer Roland CrakehallHumfrey faleceu no campo.
Ser Robyn RhyslingSer Donnel de Vale de DocesAmbos sobreviveram (Robyn perdeu uma mão).
Ser Raymun FossowaySer Maegor TargaryenRaymun (a Maçã Verde) sobreviveu.

Cicatrizes do Passado: O que o Roubo de Cadáveres Revela

Um detalhe que pode passar despercebido para alguns espectadores é a primeira cena do passado de Dunk: ele, ainda criança, roubando cadáveres em um campo de batalha. Esse conflito não foi uma briga qualquer; foi a Primeira Rebelião Blackfyre. A qual repercuti até o momento atual do torneio em que Dunk se encontra.

Westeros ainda sangra por causa dessa guerra civil entre o Dragão Vermelho (Targaryen) e o Dragão Negro (Blackfyre). Dunk cresceu entre os restos dessa carnificina. Isso explica muito sobre sua visão de mundo: ele não vê glória na guerra, ele vê apenas corpos para serem saqueados. E esse fantasma dos Blackfyre continuará assombrando o futuro de Westeros por gerações.

Veredito de Momento

A série está entregando uma crueza que honra o texto original. O episódio 5 encerrou Ashford, mas abriu feridas que não vão fechar tão cedo. Dunk saiu de lá com um título, mas perdeu o único homem que acreditou nele.

O que você achou da morte de Baelor? Aerion apanhou o suficiente para você? E o que será de sor Duncan o alto agora que alguém da família real morreu defendendo sua causa? Nos vemos nos comentários e nos próximos posts.

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