Folclore Sombrio de Osasco: O Mistério da Rua dos Anhangás
Oz: Onde os Buracos Têm Ruas e as Sombras Têm Fome
Bem-vindos a Oz. Para os cartógrafos e burocratas, ela atende pelo nome de Osasco. Mas para quem caminha por seus becos à meia-noite, entre o cheiro de ozônio e o escapamento das motos que parecem carruagens do inferno, o nome é outro. Oz é um palimpsesto de concreto: uma cidade de bruxos, operários e espectros, onde a modernidade industrial foi erguida sobre trilhas coloniais sem nunca conseguir enterrar o que havia lá antes.
Aqui, as calçadas não são para pedestres; são escadarias para o abismo. Os pedestres? Esses caminham na rua, desviando de crateras que desafiam a lógica geológica. Em Oz, o fantástico não é uma opção; é uma estratégia de sobrevivência.
O Folclore Maldito de uma Metrópole Operária
Diferente das florestas de Bars, o terror em Osasco se alimenta de asfalto e trauma. A cidade respira lendas que refletem nossas maiores ansiedades:
O Palhaço da Kombi: Se você cresceu nos anos 90, conhece o pavor. Dizem que ele ronda as periferias, atraindo os inocentes com doces e promessas, um mito nascido do sensacionalismo, mas que se tornou um guardião cruel das noites perigosas.
O Eco do Chalé Brícola: No Museu Dimitri Sensaud de Lavaud, os passos no assoalho de madeira não são de funcionários. São os pioneiros, como Antônio Agu, que se recusam a deixar o casarão cair na degradação, vigiando o que restou de seu império de cerâmica.
O Terror Sanitário: A memória das velhas epidemias ainda geme nos antigos hospitais de isolamento. Enfermeiras fantasmas continuam aplicando injeções em pacientes que já viraram pó há um século, presas em um ciclo eterno de agonia.
O Mistério do Jardim Santa Maria e a Rua dos Anhangás
Mas há um lugar onde o véu é mais fino. O Jardim Santa Maria.
Embora os registros oficiais falem pouco sobre este bairro, o povo sabe. O Santa Maria é um enclave de silêncios pesados. É lá que se encontra a famigerada Rua dos Anhangás. O nome não é coincidência. No folclore antigo, o Anhangá é o espírito protetor da mata, uma criatura metamorfa que pune quem ousa desrespeitar o sagrado.
O que acontece quando o asfalto cobre o solo sagrado do Anhangá? Ele não vai embora. Ele se adapta.
Na Rua dos Anhangás, pessoas desaparecem. Vira-latas somem sem deixar rastro. Os boatos dizem que uma fera de olhos de fogo vaga pela região, ignorando os muros e as cercas elétricas. As pessoas riem dos boatos durante o dia, mas ninguém ousa caminhar por lá quando as luzes dos postes começam a piscar.
Uma Amostra do Horror: "A Rua dos Anhangás" no Wattpad
Eu registrei um desses causos. Uma história que aconteceu exatamente aqui, no meu bairro, onde o sobrenatural faz esquina com a padaria.
O conto "A Rua dos Anhangás" está de volta ao submundo da internet. Preparei uma versão especial, uma "amostra do grimório", para que você possa sentir o frio na espinha antes de decidir se quer ir até o fim da rua.
Vá lá, espalhe a palavra. Mande para aquele seu amigo que acha que cidade grande não tem fantasma. Mas cuidado: em Oz, se você olhar demais para o buraco na rua, algo pode olhar de volta para você.
🎃 Feliz Dia do Saci. E lembre-se: a meia-noite em Oz nunca termina.


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