O Caminho do Guerreiro

Imagem de Sachith Ravishka Kodikara, disponibilizado via Pexels: Um samurai com sua Katana

Há muito tempo li esse poema em Chonchu (obra de Kim Sung Jae, e Kim Byung Jin, sobre a qual deixo o vídeo de uma resenha no final do post) — aliás, este foi o primeiro manhwa a ser publicado no Brasil.
Na época eu achei esse poema tão legal que digitei ele e fiz um wallpaper para a área de trabalho do meu computador do trabalho (de modo que eu pudesse ler ele sempre que eu quisesse).

Papel de parede que fiz, com um simbolo do anime Full Metal Alchemist no fundo com o poema do Bushido sobre ele
 
Traduzo em uma palavra o meu sentimento em relação a este poema: Inspiração!

Até hoje eu releio esse poema enquanto medito e sempre me lembro dele quando releio Musashi (alias, um dos livros que estou relendo neste momento).

Abaixo segue o poema que, até onde eu pesquisei, é inspirado no Bushido (o código de conduta dos Samurais).
 
Eu não tinha pais...
Eu adotei o céu e a terra como meus pais...
 
Eu não tinha casa...
Eu adotei o estar consciente como minha casa...
 
Para mim não existia vida e morte...
Eu adotei a respiração e a aspiração como vida e morte...
 
Eu não possuía meios...
Eu adotei a compreensão como meu meio...
 
Eu não possuía habilidades especiais...
Eu adotei a moral como minha habilidade especial...
 
Eu não possuía olhos...
Eu adotei ser rápido como a luz como meus olhos...
 
Eu não possuía ouvidos...
Eu adotei a sensibilidade como meus ouvidos...
 
Eu não possuía membros...
Eu adotei a agilidade como meus membros...
 
Eu não possuía estratégias...
Eu adotei não desvanecer de pensamento como minha estratégia...
 
Eu não possuía projetos...
Eu adotei prever oportunidades como meu projeto...
 
Eu não possuía princípios...
Eu adotei me adaptar às situações como meu princípio...
 
Eu não tinha amigos...
Eu adotei meu coração como meu amigo...
 
Eu não possuía talentos...
Eu adotei o ser persistente como meu talento...
 
Eu não possuía inimigos...
Eu adotei a imprudência como minha inimiga...
 
Para mim não existia milagre...
Eu adotei levar a vida corretamente como milagre...
 
Eu não possuía corpo...
Eu adotei a paciência como meu corpo...
 
Eu não possuía armadura...
Eu adotei a compaixão e a solidão como minha armadura...
 
Eu não era iluminado...
Eu adotei a determinação como minha iluminação...
 
Eu não possuía espada...
Eu adotei a ausência de ego como minha espada...

Resenha de Chonchu




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Éder S.P.V. Gonçalves
Oz, São Paulo, Brazil
Em uma cabana na montanha vive um monstro. A criatura selvagem é um ficcionista perigoso; escreve poema, romance e também conto. Em tom sério (e às vezes também com humor) fala sobre fantasia, mistério e terror. Mil hobbys ele tem; até desenvolvedor de jogos, podcaster e programador. De vez em quando se veste de humano e anda por cidades cinzentas só para saber como é viver em um cenário de horror. Este é um perigoso Ideário, pois é o caderno de anotações de um monstro polimático.