Museu Nacional

É surpreendente como os Humanos esquecem rápido o seu passado. Já dizia Johann Goethe:

Quem, de três milênios, não é capaz de se dar conta, vive na ignorância, na sombra, à mercê dos dias, do tempo...
Ora, quem desconhece seu passado vive exatamente assim: à mercê.
Quando Alexandria queimou a Humanidade ficou mais a mercê. Quando a guerra na Síria destruiu parte de suas relíquias históricas, a Humanidade ficou a mercê.
Sempre que queimamos o nosso passado ficamos mais e mais à mercê; tanto que o nosso futuro torna-se mais sombrio, pois passamos a olhar para a frente mais ignorantes.
 
Há ainda, inclusive, um aspecto interessante nesta tragédia: a Biblioteca de Alexandria foi, segundo suspeitas de arqueólogos, destruída de propósito em um conflito entre conquistados e conquistadores; as obras de arte e peças arqueológicas Sírias foram destruídas por conta da guerra... Mas e o Museu Nacional no Rio? Que grande calamidade o Brasil pode apontar como desculpa para este crime contra a Humanidade?
 
Num primeiro momento pensei "Que absurdo, sequer estamos em guerra e veja o que fazemos a nós mesmos...". E foi neste ponto que me dei conta: talvez o Brasil esteja sim em Guerra; uma guerra travada contra si mesmo. Vivemos, enquanto nação, uma crise de identidade e de valores.
 

 
biblioteca de alexandria


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Éder S.P.V. Gonçalves
Oz, São Paulo, Brazil
Em uma cabana na montanha vive um monstro. A criatura selvagem é um ficcionista perigoso; escreve poema, romance e também conto. Em tom sério (e às vezes também com humor) fala sobre fantasia, mistério e terror. Mil hobbys ele tem; até desenvolvedor de jogos, podcaster e programador. De vez em quando se veste de humano e anda por cidades cinzentas só para saber como é viver em um cenário de horror. Este é um perigoso Ideário, pois é o caderno de anotações de um monstro polimático.