Veneno do Despertar no Wattys 2026: Capa, Lore e 4 Pilares

Ilustração de Veneno do Despertar - Fantasia Sombria

✦ O impossível nos vigia dos lugares mais insuspeitos, ainda que a maioria de nós não seja capaz de reconhecer isso ✦

Saudações, viajantes! Aproximem-se da fogueira e se acomodem. Hoje, tenho muito para falar antes que sigam suas jornadas. E pode ser que uma coisa ou outra acabe sendo útil. Fiquei "fora" por algumas luas, durante as quais me envolvi em toda sorte de desafios. Uma das minhas muitas missões está relacionada ao Wattys 2026 e também há uma aventura ocorrida lá para as bandas de Selvamar...

Por que me importar com o prêmio Wattys 2026?

Por vários motivos. No meu caso, o principal não é o objetivo de vencer em alguma categoria, pois eu estou plenamente consciente do fato de que o público-alvo majoritário do Wattpad está em busca de uma literatura mais jovem e que converse mais com os anseios daquela faixa etária e de questões mais próximas do seu cotidiano (os primeiros amores, o início da vida adulta, histórias que conversam com o mundo real ainda que por uma lente fantástica, etc.). Nesse sentido, o livro Veneno do Despertar está longe desses tropos.

Ao invés disso, é uma história mais preocupada em mostrar uma dinâmica humana mais suja, corrompida até, em que heróis e vilões muitas vezes se confundem, não porque personagens "cinzentos" são mais maduros e realistas, mas porque a realidade muitas vezes exige um pragmatismo frio daqueles que querem sobreviver. Ainda assim, há heróis ali e vilões, com suas falhas, fracassos, tragédias e qualidades.

Essa também é uma história sobre soberba, gula, inveja, ira, preguiça, luxúria e avareza, sobre misoginia, indiferença, amargura e vingança. Sobre como os fracos estão sujeitos à injustiça que os fortes impõem. Diante de emoções humanas tão mescladas no dia a dia de um povo sofrido, Assombrações e criaturas homicidas vagando na escuridão da noite deixam de ser a causa do conflito e se mostram, na verdade, como seus sintomas.

Não posso esquecer do aspecto contemplativo que a obra tem em alguns momentos, além de reflexões filosóficas e um desenvolvimento pouco usual, apresentando cenários e personagens de forma lenta e aparentemente desconexa no início, para depois começar a entrelaçar tudo em uma sequência de ação que culmina em seu clímax.

Ainda assim, ter um prazo para cumprir e uma meta a atingir me ajuda a tirar os planos do papel, concretizando o que eu estava postergando há um tempo (por motivos nobres, é verdade, como trabalho e família), e ainda por cima, dou um pouco mais de visibilidade para a obra (mesmo não conseguindo me classificar no concurso).

O que foi ajustado na obra?

✦ Novo Título

O título anterior (Os Dois Suna Mandís e o fantasma da mortalha de fogo) era muito grande e, de certo modo, a história não é só sobre Os Dois Suna Mandís. A trama gira em torno de... Bem... Vocês verão (espero).

✦ A Capa Oficial

Tentei desenhar outras capas, focando nos Suna Mandís, mas acabei escolhendo a capa que desenhei há muitos anos de Ádavus como um espectro na porta. Terminei de trabalhar essa imagem digitalmente, aplicando alguns filtros e um efeito "dois tons" no Canva, usando as cores que eu imaginei que combinariam com um espectro e com o Veneno do Despertar usado para criar a poção Caminho Espectral.

Capa do livro Veneno do Despertar mostrando Ádavus como espectro na porta

Capa final de Veneno do Despertar

✦ Galeria: Do Papel ao Digital

Os desenhos originais que deram origem à capa (processo criativo):

O espectro de Ádavus saindo por uma porta: esse é o desenho original da imagem da capa, antes de ser trabalhada digitalmente no PIXRL e no Canvas
Original #1
O espectro de Ádavus ao lado de Corso: um esboço de uma das ideias que tive para a capa
Original #2
O espectro de Ádavus segurando um elixir alquímico: um esboço de uma das ideias que tive para a capa
Original #3
Vários esboços de personagens e uma ideia de capa usando um timão feito de ossos e um crânio de smilodonte: do processo da capa
Original #4
Esboço dos Suna Mandís, de um frasco de elixir alquímico, e uma imagem psicodélico de um tubarão envolto por chamas (representando Salamã)
Original #5
O esboço mais recente que fiz dos dois Suna Mandís
Original #6
uma tentativa de desenhar os dois Suna Mandís há muitos anos, mas que não consegui aproveitar como capa e um esboço de Corso (o dente de sabre mutante)
Original #7

Inscrição Confirmada - Wattys 2026 ϟ

Confirmação de inscrição de Veneno do Despertar no concurso Wattys 2026

Comprovação oficial da inscrição

Veneno do Despertar

Inscrição oficial no concurso literário Wattys 2026

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ϟ O Grimório da Saga: Desvendando o Lore ϟ

Clique nos marcadores acima para consultar os segredos do universo de Veneno do Despertar.

Bem-vindo ao Grimório

Este artefato interativo contém os conceitos fundamentais que regem o universo de As Crônicas do Cataclismo Errante.

Ao longo dos anos, refinei a cosmogonia da obra para que ela fosse profunda, mas intuitiva. Em vez de um "textão" explicativo, condensei as regras do mundo nestas páginas. Navegue pelas abas acima para entender a origem de tudo, as leis que sustentam a realidade e por que o nome da saga foi escolhido com tanto cuidado.

✺ Toque em um marcador para começar a leitura ✺

Ouan e Ouran: O Imerso e o Emerso

Tudo o que existe vem de um Oceano Espiritual Original. Esse Oceano Primordial é um conceito complexo: um "não lugar" amorfo, eterno e infinito, existindo desde sempre e para todo o sempre. O nome dado a essa fonte primordial de tudo é Ouan (o Mundo Imerso).

Se a fonte geradora de tudo é um Oceano, os universos físicos são como Ilhas Cósmicas, ou Bolhas Espirituais que deixam o estado puramente caótico ao organizar poderes espirituais (conceitos, ideias, elementos). Eles se dobram sobre si mesmos inúmeras vezes até formar um conceito complexo e sólido o bastante para sustentar a realidade. Esses universos físicos são chamados de Ouran (Mundos Emersos).

No caso, o nosso universo, onde as histórias se passam, é um Ouran específico, regido por leis absolutas.

O Mundo Entre 4 Pilares

O nosso Ouran é sustentado por 4 Leis Absolutas (também chamadas de Pilares). Tudo o que existe neste plano de realidade deve estar contido entre essas 4 leis e se dobrar a elas. Após simplificar a cosmogonia, cheguei a esta combinação que forma um fluxo cósmico intuitivo:

  • O Coração (A Essência): Representa nosso Espírito. É quem realmente somos, por toda a eternidade.
  • O Propósito (O Desejo): É o que nos move, o que nos impulsiona, o que nós perseguimos.
  • A Efígie (A Sombra): É como o Espírito se expressa no mundo e a forma pela qual perseguimos nossos propósitos e desejos.
  • A Metamorfose (O Fluxo): É o preço que nossa Efígie paga e o caminho para voltarmos à nossa Essência.

Nota: A mandala na capa dos Suna Mandís possui nove quadrados, representando as nove dobras que separam o Ouran do Ouan (a solidez da ilha cósmica do caos do Oceano).

Cataclismos e Assombrações

Uma ilha não está perfeitamente isolada do Oceano. Ela é banhada por suas águas e pode ser açoitada por ondas ou tsunamis. Quando as águas do Oceano Primordial (Ouan) inundam os Ouran, banhando o plano real com "coisas impossíveis", ocorre um Cataclismo (do grego: inundação ou mergulho).

O Impossível invade a realidade. Essas "coisas" impossíveis, que não existem em conformidade com as leis do Ouran, são chamadas de Assombrações (um termo que uso de forma parecida com o Yokai no folclore Japonês). Uma Assombração causa um verdadeiro assombro: o tipo que só é experimentado quando se está diante de algo impossível na realidade e que, no entanto, se faz presente.

Essa mecânica explica por que a realidade é mais estável conforme se "caminha" em direção ao centro de um Ouran: são os lugares onde as leis são mais sólidas e mais afastadas das águas de Ouan.

As Crônicas do Cataclismo Errante

Após anos de dilema, este é o nome que cai como uma luva sobre toda a cronologia, desde a formação do planeta Vergel, a chegada da Pirâmide-sem-fim, o nascimento de Araór Végus, até a fundação da Ordem de Diana.

  • Crônicas: Porque a saga não é uma sequência linear obrigatória. É uma grande coleção de histórias isoladas (que podem ser lidas de forma independente) e sub-sagas que se cruzam direta ou indiretamente, narrando aventuras em lugares e tempos distintos.
  • Cataclismo Errante: Uma terminologia com múltiplos significados. Representa o próprio fenômeno cósmico (a manifestação de Ouan no Ouran); é como são chamadas as próprias Assombrações; e é também o título pelo qual o antagonista Araór Végus e suas "Escrituras Não Escritas" (conhecimentos proibidos) são conhecidos.

Outros ajustes no texto: Da Sinopse à Epígrafe

A Sinopse

O início anterior, que começava com um "Salve o Imperador!", me lembrava muito o começo de O Leão de Aeris (que hoje chama-se A Sombria Jornada de Arslan). Desse modo, deixei que a sinopse transmitisse justamente o sentimento que tenho quando penso na situação de Bruma: o contraste entre a classe que detém o poder e a classe que é usada como simples força de trabalho.

Essa é, afinal, não apenas uma história sobre Assombrações, mas também sobre como as pessoas agem como Assombrações umas das outras, corrompendo o que tocam como uma aranha maligna injetando veneno em sua presa.

Prefácio, Prólogo e Epígrafe

  • Prefácio: A versão maior e mais detalhada da sinopse tornou-se um prefácio adequado, introduzindo o leitor na dinâmica dos eventos.
  • Prólogo: O texto do antigo prefácio tornou-se o prólogo, guiando o leitor sensorialmente até o começo da aventura.
  • Epígrafe: Substituí a canção dos Suna Mandís por um poema do Velino das Brumas, o Mote de Araór Végus. Ele abre o livro em um tom enigmático, definindo a atmosfera de toda a coleção.

ϟ Nota do Autor

Há tempos que eu desejava incluir uma nota no final do livro, agradecendo os leitores e dando um panorama geral da aventura. Se você chegou até aqui, obrigado por caminhar nas brumas comigo.

Para os leitores que se interessam por detalhes culturais, incluí no final do livro as Canções Populares dos Suna Mandís presentes nesta história (Os Incautos e Zigue-Zague), para que você possa apreciá-las com a calma que a poesia do meu povo merece.

Meu caro viajante, se esta fogueira aqueceu seu interesse e as brumas de Selvamar lhe chamam a atenção, não deixe de deixar seu eco nos comentários abaixo.

Continue acompanhando o blog, pois novas crônicas sobre os Suna Mandís, os mistérios da Costa do Tridente e os territórios de Hudan estão por vir. Quem sabe nosso caminho não se cruze novamente na próxima encruzilhada?

— Éder S.P.V. Gonçalves

𖤙 Ecos do Abismo

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